Você escreve por amor? Eu não.

Você escreve por amor? Eu não.

Queria muito escrever por prazer. Como seria bom escrever como uma forma de relaxamento. Mas, no geral, não consigo. Escrevo por ser meu trabalho.

Não consigo entender pessoas que falam que produzem sei lá quantas palavras em meia hora. Ok, até escrevo. Mas não deixo de valorizar como é necessário ter conhecimento, pesquisar, entender, revisar. É minha obrigação por ser profissional.

Estudei, aprendi, errei, testei, fiz, compartilhei, refiz, deixei passar, procurei aprender mais. Essa sempre foi a rotina durante todo o tempo que me tornei (e sigo me tornando) jornalista, redatora, produtora de conteúdo…

Não escrevo simplesmente por gostar, mas por ser uma das coisas que me preparo diariamente para fazer. Não é dom divino, é treino, é exigência, é trabalho…

Sim, todas as pessoas podem escrever, poucas têm os conhecimentos de um especialista, mas todo mundo acha que pode palpitar no serviço de um profissional – e sei que todas as áreas têm histórias para contar sobre isso.

E não consigo concordar com quem trata o nosso serviço como simples e menor, oferecendo valores absurdamente baixos para que a nossa experiência esteja em um texto, site, blog, post, campanha. Não importa se é freelancer, veículo, agência, empresa…

Não adianta negar: uma boa comunicação faz diferença em qualquer negócio.

Seja com uma formação acadêmica ou autodidata, precisamos estar sempre prontos para entrar em novos nichos, entender de temas novos, manter a qualidade, lidar com cobrança de quem não entende do nosso trabalho. Isso é normal, nunca a tarefa é simplesmente “bater teclas” e isso merece uma remuneração compatível.

O que fazemos (bem) é importante. Se você valoriza o seu trabalho, independente da área, dê valor para o meu também. O espaço existe para todos, principalmente para quem trata com seriedade suas obrigações e entregas.

P.S: Se ainda não ficou claro, eu amo o que faço, gosto muito da minha escolha profissional e o faço realmente por considerar importante. Mas é sempre bom lembrar a frase atribuída à atriz Cacilda Becker: “Não me peçam de graça a única coisa que eu tenho para vender”.

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