Como os livros digitais mudaram a minha experiência de leitura

Amazon.in

Li mais livros em 2016 do que nos 5 anos anteriores somados, muito provavelmente. E a maior razão para isso tem um nome: Kindle. O leitor digital da Amazon mudou completamente o meu relacionamento com livros e a minha experiência como leitora.

Ainda tenho todo apego com papel (esse sentimento é quase um atestado de jornalista) e ver um livro lindo na prateleira continua sendo maravilhoso, mas não se compara a poder levar inúmeros livros na mochila e o peso praticamente não mudar. E o e-reader marcou uma grande virada na minha rotina como leitora.

Mas nem todas as pessoas acham que será fácil estar no lado Kindle da Força, por isso separei alguns pontos interessantes para entender melhor qual o seu perfil e se ele realmente será bom para você.

Quer escolher o seu Kindle?

Hoje estão disponíveis na loja brasileira 4 versões do dispositivo: Novo Kindle (8a geração) (modelo de entrada), Paperwhite (maior resolução e luz embutida) , Voyage  (mais LEDs de iluminação e função PagePress para troca de páginas) e Oasis (mais LEDs e sensores de iluminação, capa que recarrega bateria, design mais ergonômico). Cada um deles tem suas particularidades e os preços variam de acordo com essas mudanças, mas os pontos em comum já são essenciais para a experiência:

  • Tela antirreflexo: mesmo no sol, não existe nenhum reflexo, ao contrário dos celulares e tablets. A sensação de estar lendo em um livro comum é reforçada também pela tecnologia que usa partículas reais de tinta e fontes exclusivas.
  • Semanas de bateria: com 30 minutos de leitura diária, a bateria pode durar até um mês, até mesmo para os modelos com luz embutida (e essa iluminação não é azul!)
  • Sem interrupções: o Kindle é um leitor digital e só isso. Pode parecer ruim em um primeiro momento, mas isso faz muita diferença: ler sem nenhuma notificação de aplicativos, alarmes, mensagens… Ler com foco e sem distrações.
  • Armazenamento: você pode ter milhares de livros e documentos no seu dispositivo sem medo. É como carregar uma biblioteca nas mãos.
  • Sincronização entre aparelhos e aplicativo:  Você pode os mesmos livros em todos os Kindle cadastrados com a mesma conta da Amazon e até mesmo em plataformas diferentes, como celular, tablets e computador: É só baixar o app gratuito e habilitar o Whispersync, que guarda a última posição de leitura.

O meu é da 7a geração, apenas um pouco mais pesado e menos fino, e entrega muito bem os resultados esperados, mas o custo-benefício do Paperwhite é muito bom, já que ele possui luz embutida, permitindo que você leia em qualquer ambiente.

Kindle Ligia Braga
E esse aqui é o meu! =) A capa faz muita diferença na proteção do Kindle.

Pouco maior que uma foto padrão 10X15cm, segurar o aparelho com apenas uma mão é muito fácil, assim como carregá-lo na bolsa ou mochila. Ele é bem leve, como um livro de bolso.  A duração da bateria é maravilhosa e a possibilidade de já andar com toda a sua lista de leitura em um só lugar é incrível. Imagina só carregar todos os exemplares de Game of Thrones na mochila todos os dias? Com o Kindle é possível e simples como carregar um gibi.

Minha única grande reclamação é o preço de alguns livros, algumas vezes mais caros que as edições impressas. Mas a Amazon já conta com um grande número de ebooks gratuitos e as promoções são muito frequentes – todo dia tem alguma oferta incrível (enquanto escrevia esse post vi o banner indicando que você compra um ebook acima de R$15 e já ganha R$5 de desconto no próximo). Então vale a pena procurar bem, fazer uma lista bem gordinha de leituras e ir comprando aos poucos – assim como você faria em uma livraria comum!

A loja americana já possui a funcionalidade de emprestar livros entre os usuários e a brasileira já informou que isso deve acontecer em breve por aqui.

A experiência

É muito prático aumentar ou diminuir a fonte, margem e espaçamento, trocar as fontes (são várias opções, incluindo uma para disléxicos),  ajustar a iluminação – nos modelos com LED. A leitura realmente é como um livro, não cansa nada, não tem reflexo e ler deitado fica muito mais fácil e acabam os malabarismos para trocar de página =).

O dicionário integrado ajuda muito no entendimento de palavras desconhecidas e, quando você está conectado na internet (wifi ou 3g, de acordo com o modelo), pode também consultar a wikipédia e um tradutor. Antes de comprar qualquer exemplar na Amazon, você pode solicitar uma amostra grátis e avaliar se você quer continuar lendo e comprar a edição completa.

Poder comprar um livro de qualquer lugar do mundo e recebê-lo automaticamente e direto no dispositivo, conseguir carregar e guardar todos os livros que quero ler em um só lugar. Essas facilidades transformaram a minha vida como leitora. Não precisa ir ao shopping, não precisa esperar a transportadora entregar, não precisa ficar lendo só em casa porque os livros são pesados ou sem jeito de colocar na bolsa. Meu Kindle é menor do que a minha agenda (até o coloco dentro dela às vezes) e carrega hoje mais de 15 livros (tem mais alguns na nuvem!), PDFs de estudo e anotações/marcações de quase todas as minhas leituras.

Já li, estou lendo ou quero ler

Alguns livros da minha lista:

Escrevendo o post das leituras além dos livros técnicos fiquei pensando nisso, como eu li muito mais no último ano, continuarei lendo e indicando muito o Kindle!

Qual a sua experiência com livros digitais? 

3 comments / Add your comment below

  1. Meu Kindle chegou há 3 dias e já li um livro nele. Também sou mega apegada aos meus livros impressos, mas, de cara já percebi como o Kindle está mudando meus hábitos de leitura.

    Adquiri o mesmo model que você tem. Valeu pelas dicas!

    1. Aprendi muito a desapegar de livros físicos com o Kindle, Elis! E a diferença no peso ajuda muito na leitura em trânsito, não é mesmo? Vamos seguir trocando dicas =)

  2. Sempre gostei muito de ler e lia muito, mas chegou um momento em que eu tinha disponíveis apenas uns minutos aqui e ali, e era difícil ter um(s) livro(s) à mão quando a oportunidade aparecia. Então comprei meu primeiro Kindle, muitos anos atrás, e isso mudou: no primeiro ano eu me surpreendi com a quantidade de livros lidos apenas pelo fato de aproveitar as breves oportunidades esparsas. O Kindle tornava-se companheiro inseparável.
    Mas tenho uma experiência interessante: um filho me pediu um livro e eu ofereci comprar a versão Kindle. Após ele terminar de ler, eu perguntei se ele achava melhor ler no Kindle ou na versão em papel (era um livro de 400 páginas). Ele hesitou um pouco, e disse: prefiro o Kindle. Eu perguntei por que, e ele me disse “o livro dobra aqui no meio e é mais difícil de seguir a leitura da linha. O Kindle é lisinho”. Eu nunca tinha pensado nesse aspecto.

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